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Carolina Maria de Jesus: preta, pobre, periférica e profética

Parecia mais uma daquelas noites em que eu ia encher a cara no Bar do Orlando’s do lado da Universidade Federal da Paraíba depois de mais uma trip insana. Tinha viajado para o Rio de Janeiro por três semanas e as notas e papéis estavam saltitando de tão inchado que estava o meu diário de viagem.

Estava me sentindo animado com todas as experiências e como eu as registraria nos livros que – até então – o público jamais iria ver.

À dada altura da noite, depois de tantas brejas e doses de cachaça e de conversas intensas e monumentais, eis que alguém chega em minha mesa – sem nenhum convite – e se senta. Não consigo me recordar quem era. Mas, pelo visto me conhecia – aliás, naquela cidade e naquele tempo era difícil encontrar quem não me conhecesse… principalmente nos arredores da vida boêmia dos universitários.

– Tem algo que você precisa conhecer. Se não conhece ainda…

Essa pessoa abre a bolsa e tira um exemplar de um livro jogando-o bem na minha frente. Ficou bem ao lado do meu exemplar de “Diário de um ladrão” de Jean Genet e de “Os Imoralistas” de André Gide, que eu saboreava ali de vez em quando em meio aos bate-papos filosóficos.

Sem nem ler a capa, abro-o. Eis o que vem:

Carolina Maria de Jesus segura a primeira edição de seu livro “Quarto de Despejo – O diário de uma favelada“: em uma semana dez mil exemplares foram vendidos e a escritora superou marcas como a do consagrado Jorge Amado.

18 DE JULHO Levantei as 7 horas. Alegre e contente. Depois que veio os aborrecimentos. Fui no deposito receber… 60 cruzeiros. Passei no Arnaldo. Comprei pão, leite, paguei o que devia e reservei dinheiro para comprar Licor de Cacau para Vera Eunice. Cheguei no inferno. Abri a porta e pus os meninos para fora. A D. Rosa, assim que viu meu filho José Carlos começou a impricar com ele. Não queria que o menino passasse perto do barracão dela. Saiu com um pau para espancá-lo. Uma mulher de 48 anos brigar com criança! As vezes eu saio, ela vem até a minha janela e joga o vaso de fezes nas crianças. Quando eu retorno, encontro os travesseiros sujos e as crianças fétidas. Ela odeia-me.

Fecho o livro, tremendo, sem fôlego, em choque. Senti como se tivesse levado um soco no estômago, como se tivesse sido espancado por algo chamado REALIDADE. Suei frio.

– Mas, o que é isso, cara? – perguntei quase incrédulo.

Foi quando olhei com atenção a capa. Lá dizia… “Quarto de Despejo – Diário de Uma Favelada“. Quem o escreveu? Uma mulher negra e pobre chamada Carolina Maria de Jesus.

Reproduzo a partir daqui as linhas biográficas escritas por Eliana Garcia para o site Cultura Sacramento com inserções totalmente minhas:

Carolina Maria de Jesus nasceu em 1914 em Sacramento, no interior de Minas Gerais. Nessa cidade estudou até o segundo ano primário no Colégio Allan Kardec . Seu acesso à escola só foi possível porque Maria Carolina, sua mãe, lavava roupa na casa de Dona Maria Leite , que insistiu para que Carolina fosse alfabetizada e custeou todas as despesas com livros e roupas no colégio.

Mais tarde, em busca de melhores condições de vida, Carolina percorreu o interior dos Estados de Minas Gerais e São Paulo, ora com sua família ora sozinha. Geralmente, enquanto sua mãe trabalhava na colheita do café, ela trabalhava como pajem de criança ou como doméstica. Nas horas vagas, tinha o hábito de ler livros.

Por volta de 1930, São Paulo era inquestionavelmente vista como a cidade da indústria, do progresso, e, consequentemente, dos bons empregos. Imbuída por essa “falsa percepção”, forjada no imaginário social da época, Carolina também acreditava que a metrópole seria o lugar apropriado para as pessoas em condições financeiras desfavoráveis.

No ano de 1937, após a morte de sua mãe, Carolina deixa a cidade de Franca (SP), acompanhando sua patroa, e muda-se para São Paulo, para trabalhar como doméstica. Mas, por ser dona de uma personalidade forte e dotada de consciência de sua condição na sociedade, não se adequou à profissão. Desempregada, Carolina se mudou em 1948 para a Favela do Canindé , às margens do Rio Tietê, e passou a ser catadora de lixo.

Nessa atividade, administrava seu próprio tempo e, nas horas vagas, escrevia poemas, contos, peças teatrais, romances, provérbios, diários pessoais, e compunha músicas. Sua escrita é um testemunho autobiográfico de fundamental importância, pois representa a percepção da escritora em relação às problemáticas sociais, culturais e políticas, tais como as precárias condições de vida na favela, a violência contra a mulher, o preconceito racial, a desigualdade social, o machismo, dentre outras.

Carolina em meio aos seus livros dentro de seu barraco na Favela do Canindé

Não se sabe ao certo quando Carolina começou a escrever e guardar seus escritos; tudo indica que tenha sido no início dos anos quarenta. Antes de ser revelada ao público, ela já havia tentado chamar a atenção de editores nacionais e internacionais, chegou até a encaminhar alguns cadernos para uma editora nos Estados Unidos, mas o material foi devolvido.

Somente em abril de 1958, o jornalista Audálio Dantas, designado pelo jornal Folha da Noite para fazer uma reportagem sobre a realidade da favela do Canindé, conheceu Carolina e tomou conhecimento dos seus escritos. Em meio a uma múltipla produção literária, o jornalista interessou-se apenas pelos diários. Entusiasmado com a riqueza dos detalhes narrados nos diários, Audálio Dantas prometeu a Carolina que ia viabilizar a publicação de um livro. Antes, porém, o jornalista programou uma série de reportagens para apresentar os escritos de Carolina à sociedade, sendo que a primeira matéria saiu no dia 19 de maio de 1958, no jornal Folha da Noite, e a segunda saiu em 1959, em O Cruzeiro, a revista de maior circulação da época.

Escreve Audálio no prefácio à obra: “Entrei na história como jornalista, verde ainda, com a emoção e a certeza de quem acreditava poder mudar o mundo. Ou, pelo menos, a favela do Canindé e outras favelas espalhadas pelo Brasil. (…) Lá, no rebuliço favelado, encontrei a negra Carolina, que logo se colocou como alguém que tinha o que dizer. E tinha! Tanto que, na hora, desisti de escrever a reportagem. A história da favela que eu buscava estava escrita em uns vinte cadernos encardidos que Carolina guardava em seu barraco. Li, e logo vi: repórter nenhum, escritor nenhum poderia escrever melhor aquela história – a visão de dentro da favela.

Os relatos são vívidos, lúcidos, diretos. E, não raro, beira o chocante em suas constatações e diálogos muitas vezes duros:

 

Quando as mulheres feras invade o meu barraco, os meus filhos lhes joga pedras. Elas diz:
– Que crianças mal iducadas!
Eu digo:
– Os meus filhos estão defendendo-me. Vocês são incultas, não pode compreender. Vou escrever um livro referente a favela. Hei de citar tudo que aqui se passa. E tudo que vocês me fazem. Eu quero escrever o livro, e vocês com estas cenas desagradáveis me fornece os argumentos.
A Silvia pediu-me para retirar o seu nome do meu livro. Ela disse:
– Você é mesmo uma vagabunda. Dormia no Albergue Noturno. O seu fim era acabar na maloca.
Eu disse:
– Está certo. Quem dorme no Albergue Noturno são os indigentes. Não tem recurso e o fim é mesmo nas malocas, e Você, que diz nunca ter dormido no Albergue Noturno, o que veio fazer aqui na maloca? Você era pra estar residindo numa casa própria. Porque a sua vida rodou igual a minha?
Ela disse:
– A unica coisa que você sabe fazer é catar papel.
Eu disse:
– Cato papel. Estou provando como vivo!
… Estou residindo na favela. Mas se Deus me ajudar hei de me mudar daqui. Espero que os políticos estingue as favelas. Há os que prevalecem do meio em que vive, demonstram valentia para intimidar os fracos. Há casa que tem cinco filhos e a velha é quem anda o dia inteiro pedindo esmola. Há as mulheres que os esposos adoece e elas no penado da enfermidade mantem o lar. Os esposos quando as esposas manter o lar, não saram nunca mais.
… Hoje não saí para catar papel. Vou deitar. Hoje estou cançada e não tenho sono. Hontem eu bebi uma cerveja. Hoje estou com vontade de beber outra vez. Mas, não vou beber. Não quero viciar. Tenho responsabilidade. Os meus filhos! E o dinheiro gasto em cerveja faz falta para o essencial. O que eu reprovo nas favelas são os pais que mandam os filhos comprar pinga e dá as crianças para beber. E diz:
– Ele tem lumbriga.

A escritora assinando exemplares de “Quarto de Despejo”


Que suplício catar papel atualmente! Tenho que levar a minha filha Vera Eunice. Ela está com dois anos, e não gosta de ficar em casa. Eu ponho o saco na cabeça e levo-a nos braços. Suporto o peso do saco na cabeça e suporto o peso da Vera Eunice nos braços. Tem hora que revolto-me. Depois domino-me. Ela não tem culpa de estar no mundo.

Refleti: preciso ser tolerante com os meus filhos. Eles não tem ninguém no mundo a não ser eu. Como é pungente a condição de mulher sozinho sem um homem no lar.

13 DE MAIO Hoje amanheceu chovendo. É um dia simpatico para mim. É o dia Abolição. Dia que comemoramos a libertação dos escravos. (…) E assim no dia 13 de maio de 1958 eu lutava contra a escravatura atual – a fome!

 

Vozes femininas na literatura – Clarice Lispector e Carolina Maria de Jesus

São cenas como essas que abundam nesse relato em tom cru e linguagem direta, no meio caminho entre a poesia da e a falta de instrução, como dissera Mário Quintana ao defender a escritora de críticos que viram no livro uma “fabricação de marketing”.

Antes de ter conhecido a existência de Carolina de Jesus achava que tinha lido de tudo quanto ao que se pode chamar “horrível”, “hardcore”, trash, pessimista, niilista, pesado, ácido… Tinha devorado de cabo a rabo boa parte da literatura maldita, subversiva e os teóricos e pensadores radicais, controversos.

Mas, o que eram as crises e a rebelião de um Antonin Artaud perto do peso daquela vida registrada de modo tão fidedigno e visceral? O que era o sofrimento de um viciado como o William Burroughs perto do que passa uma mulher negra, pobre, semianalfabeta e favelada? O que é a realidade de uma mulher preta que vive sozinha com filhos – de pais diferentes – em uma sociedade onde o machismo e o racismo são reproduzidos e matam diariamente mulheres, pretos e travestis em situação de rua e de periferia? Tinha lido os textos de Michel Foucault sobre aprisionamento e punição, escritos de Wilhelm Reich e Antonio Gramsci, Victor Hugo, Dostóievski, Knut Hamsum e tantos outros.

Mas, aquilo era muito diferente. Nada me parece pior do que, ao terminar de parcamente “alimentar” seus filhos e escutar eles perguntando “Tem mais?”, a resposta das panelas e da dispensa serem o vazio.

Claro, não acredito na possibilidade de comparação entre sofrimentos e realidades tão específicas. É injusto – e cria hierarquias que não são naturais (nenhuma hierarquia é “natural”). No entanto, nunca tinha visto a literatura emergir daquele modo e alcançar aquelas vozes esmagadas pela invisibilidade social, cultural e econômica como aquilo que estava ali nas minhas mãos.

A escritora Carolina Maria de Jesus, em foto de 13/12/1961 antes de embarcar para o Uruguai para lançar o livro “Quarto do Despejo” Estadão/Acervo

O enterro é as treis da tarde. Os crentes estão entoando um hino. As vozes são afinadas. Tenho a impressão que são anjos que cantam. Não vejo ninguem bebado. Talvez seja por respeito a extinta. Mas duvido. Acho que é porque eles não tem dinheiro.
Chegou o carro para conduzir o corpo sem vida de Dona Maria José que vai para a sua verdadeira casa propria que é a sepultura.

… Eu classifico São Paulo assim: O Palacio, é a sala de visita. A Prefeitura é a sala de jantar e a cidade é o jardim. E a favela é o quintal onde jogam os lixos.

Dentro da própria favela a catadora – e escritora – vive a ser perseguida e descriminada por ser um pouco mais “instruída” do que as outras mulheres locais, além de sua condição de mãe solteira e sem casamento:

… Sentei ao sol para escrever. A filha da Silvia, uma menina de seis anos, passava e dizia:
– Está escrevendo, negra fidida!
A mãe ouvia e não repreendia. São as mães que instigam.

No entanto, o livro não retrata apenas ou unicamente a miséria daquelas pessoas que vivem numa situação de pobreza insustentável , humilhações, violência cotidianas e de fome absoluta. O livro traz diversos momentos de ternura poética e de esperança. Sua capacidade de contemplar a beleza é extremamente vivaz e tocante. Um dos elementos, aliás, que move adiante a escritora Carolina Maria de Jesus:

Eu sou muito alegre. Todas manhãs eu canto. Sou como as aves, que cantam apenas ao amanhecer. De manhã eu estou sempre alegre. A primeira coisa que faço é abrir a janela e contemplar o espaço.

9 DE MAIO… Eu cato papel, mas não gosto. Então eu penso: Faz de conta que eu estou sonhando.

Fui catar papel, mas estava indisposta. Vim embora porque o frio era demais. Quando cheguei em casa era 22,30. Liguei o radio. Tomei banho. Esquentei comida. Li um pouco. Não sei dormir sem ler. Gosto de manusear um livro. O livro é a melhor invenção do homem.

Mais um desses belos e ternos momentos de beleza poética contidas nesse monumental livro: “…A noite está tepida. O céu já está salpicado de estrelas. Eu que sou exotica gostaria de recortar um pedaço de céu para fazer um vestido.

Há momentos em que a própria Carolina parece profetizar algo que aconteceria quase quarenta anos depois:

“... O Brasil precisa ser dirigido por uma pessoa que já passou fome. A fome também é professora.
Quem passa fome aprende a pensar no próximo, e nas crianças.

Nessa passagem específica não parece que Carolina de Jesus já estaria prevendo a eleição do Lula?

Na época em que foram escritos esses diários (entre 1955 e 1960), porém, o contexto era muito outro. Havia já a projeção de uma sombra que se concretizaria três anos após o lançamento do livro de Carolina e que diz respeito à realidade política do Brasil, esse tema sempre espinhoso:

 “– A senhora tinha fé e agora não tem mais?
– Não, meu filho. A democracia está perdendo os seus adeptos. No nosso paiz tudo está enfraquecendo. O dinheiro é fraco. A democracia é fraca e os políticos fraquissimos. E tudo que está fraco, morre um dia.
…Os politicos sabem que eu sou poetisa. E que o poeta enfrenta a morte quando vê o seu povo oprimido.

É DE ARREPIAR, CONCORDAM?

A ditadura estava ali prestes a ser decretada, as condições objetivas e subjetivas estavam se articulando para tal. Uma profecia que Carolina Maria de Jesus teve a capacidade e ousadia de anunciar, à sua própria maneira.

Contexto que aliás, como já denunciamos por aqui – inclusive publicamos uma obra que trata disso – está a ser recontado, repaginado a partir da vitória de Jair Bolsonaro e da ascensão das milícias, dos televangelicos neopentecostais e do retorno dos militares a cargos no Poder Executivo. O sonho do atual Presidente, sabemos, é o retorno de uma ditadura repressiva, a corrosão da democracia e mandar a oposição “para a ponta da praia”.

Para mim o mundo em vez de evoluir está retornando a primitividade” – parece estar se referindo profeticamente aos tempos atuais, não?

 

Carolina Maria de Jesus e Marielle Franco: embora em diferentes contextos, a mesma realidade – mulheres pretas, pobres e periféricas erguendo sua voz contra o assassinato e a estrutura asfixiante, patriarcal, misógina, racista e violenta. E a pergunta que não quer calar: “Quem foi que mandou matar Marielle Franco?”

 

19 DE MAIO Deixei o leito as 5 horas. Os pardais já estão iniciando a sua sinfonia matinal. As aves deve ser mais feliz que nós. Talvez entre elas reina amizade e igualdade. (…) O mundo das aves deve ser melhor do que dos favelados, que deitam e não dormem porque deitam-se sem comer.

E eu pensei no Casemiro de Abreu, que disse: ‘Ri criança. A vida é bela’. Só se a vida era boa naquele tempo. Porque agora a epoca está apropriada para dizer: ‘Chora criança. A vida é amarga.’

Num país em que devido a pandemia já ultrapassamos os 220.000 de mortos e a cifra de desocupados, desempregados e trabalhadores de baixa renda somam mais de 30 milhões de pessoas e tantos prejudicados pelo fim do Auxílio Emergencial, a fome e a inflação – que eram fantasmas não totalmente erradicados, mas “controlados” a partir de políticas de assistência e segurabilidade social, econômica e alimentícia – voltam a assolar a grande massa de deserdados do Brasil.

Os quartos de despejos e as favelas continuam se espalhando. Muitas famílias e muitos trabalhadores perderam seus empregos e estão nas ruas enfrentando o pior. “Assim“, escreveu Audálio Dantas concluindo seu prefácio, “Quarto de Despejo não é um livro de ontem, é de hoje. (…) Os quartos de despejo, multiplicados, estão transbordando.” Estamos em 2021, exatos meio século da publicação da primeira edição desta obra lapidar e fundamental que é até cobrada em vestibular.

E isso tudo nesse contexto de sufocamento da pandemia… e do fascismo tropical, a era da fake news e da violência negacionista, o bolsonarismo. A aliança dos vírus sanitário, mental e político.

… Havia pessoas que nos visitava e dizia:
– Credo, para viver num lugar assim só os porcos. Isto aqui é o chiqueiro de São Paulo.
… Eu estou começando a perder o interesse pela existencia. Começo a revoltar. E a minha revolta é justa.

Diante disso a voz de Carolina Maria de Jesus continua potente, afiada e, infelizmente, muito atual. Que a escutemos. E, mais importante ainda: que, junto a ela, essa revolta também seja nossa.

 

*

Gostou desse conteúdo? Ainda voltaremos a falar sobre a Carolina Maria de Jesus em outros momentos neste blog. Você pode escutar um de seus poemas, “Humanidade”, declamado pela talentosíssima atriz curitibana Pretha Almeida da Cia. Agbára aqui. Dê uma força ao teatro preto e acompanha lá as atividades deles!

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Um grande beijo, bon voyage e até o próximo post!