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O “valentão” do Palácio do Planalto

Não é surpresa que o Presidente Bolsonaro tem algum nível de incapacidade mental.

Talvez por opção teimosa ou malícia, a mentalidade de Bolsonaro ficou ali naquele espaço hermeticamente fechado – e com catinga de macholândia – entre a doutrinação bipolar da Guerra Fria ensinada nas casernas e a afirmação de masculinidade tóxica e agressiva do bullie.
 
Foi nesse cativeiro emocional despido de qualquer senso de humanidade e cuja solidariedade se comparte no exercício extremo da violência – seja simbólica, seja física – que o “Presidente” se criou.


 
Não obstante isso, o Presidente ainda se vê como um “zuêro”, um performer – quase que um personagem entre o Recruta Zero, o Johnny Bravo (J. B. – lembram disso?) e o Ubu Rei  – que busca viralizar para uma audiência imbecilizada e totalmente imune ao menor senso de humanidade.
 
O nível de seu chistes e piadas é um barômetro mais do que revelador e preciso – até chegou a colocar um “comediante” em seu lugar em certa ocasião.


O humorista Carioca e o Presidente Bolsonaro. Bolsonaro enviou seu sósia para responder a imprensa dando “bananas”. A direita se apropriou de parte da performance que o happening e outras correntes apresentavam nos anos 60… é odioso.
O “valentão” do Palácio do Planalto dando uma “banana” pra imprensa

Quase que não deu pra se notar a diferença de tão tosco que é a total falta de sintonia entre a conduta ética, lisura e decoro esperados de seu cargo com a incongruência expressa na falta de dignidade do líder mais importante em uma estrutura republicana que ostenta diante dos olhos do mundo uma atitude zé-ruelesca, soberba e mesquinha que incentivam o ódio, a falta de solidariedade e o genocídio generalizado.

Bolsonaro vive na paranóia de uma guerra que já foi superada na história, mas que retorna ao palco revisionista do mundo como uma grande “conspiração”.

 


E ele anseia por impor essa mentira goela abaixo – lembram da “Escola Sem Partido”? – das novas gerações, incentivando a perseguição de quem reconhece a farsa, a Grande Mentira, inventada por esse revisionismo e essas técnicas de manipulação da verdade, da percepção e a disseminação de fake news.
 
E como não reconhece – e nunca conheceu – uma realidade fora do seu mundinho fictício da Guerra e da ameaça tem transformado tanto sua governança quanto onde ela se exerce – ou seja, o país inteiro – em um campo de guerra.
 
Acontece que, para seus sonhos totalitários, Bolsonaro recebeu uma ajuda inesperada! Um parça aí entrou na jogada e facilitou a realização da utopia bolsonarista dos anos 90 – lembram daquela “guerra civil” que deveria matar uns 30 mil? Pois é… – o tal do Covid-19.



 
Bolsonaro achou ótimo porque… bem, não precisaria apertar gatilho nenhum…  é só deixar o vírus agir e recusar qualquer tipo de ação ou estratégia cientificamente comprovada de controle e contenção de danos.
 
Muito pelo contrário – sua estratégia foi minimizar o impacto e “forçar” a população a cair em campo de batalha e “trabalhar”, pois o pior seria se a Economia – essa entidade tão mística quanto concreta diante da qual nenhuma vida humana sacrificada é o suficiente – morresse… ops, parasse numa UTI!

E assim fomos caindo de atoleiro em atoleiro, de covas coletivas e anônimas em Manaus a cruzes arrancadas na praia de Copacabana, de ameaça à jornalistas até o mandado de invasão de hospitais, surras em médicos e incentivo a manifestações antidemocráticas.


O “presidente” da República Jair Bolsonaro promove aglomeração – em meio a uma pandemia e crise sanitária sem precedentes – em uma manifestação antidemocrática que pede o fechamento do Congresso, do STF e o retorno do Regime Militar
 
Internacionalmente perdemos a credibilidade conquistada a duras penas para conquistarmos a posição de “palhaços negacionistas terraplanistas” – que acham que o nazismo é de esquerda – depois decaindo para “párias internacionais” e, nos tempos correntes, a mais exclusiva “fábrica de novas variantes” do vírus que está matando o mundo inteiro.
 
Bolsonaro sempre foi o golpe.
 
Ele é a prova cabal da fraqueza de nossa democracia – de como ela pode ser hackeada e cooptada para fazer com que o totalitarismo – em sua bela e moderna roupagem neolib – passe como se fosse pura normalidade e meme, aquela piadinha perversa que mata enquanto Bolsonaro se farta – junto com sua família e seus generais – gargalhando nos banquetes bancados com seu cartão corporativo.




Enquanto isso, a cada dia que passa, Bolsonaro incorpora mais militares em seu governo. De forma quase “discreta”. E com isso tem transformado sua gestão numa gestão de caserna, de guerra, um clube dos machões que lustram suas botas e balançam suas armas. 

O “presidente” Jair Bolsonaro está praticando bullying com o país inteiro. Ou, melhor colocado, está fazendo o que o seu “herói”, o Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, sabia fazer melhor: tortura.
 
Como? Adiando as coisas, desacelerando as medidas de urgência, dizendo que é tudo “mimimi” e “chororô”, jogando contra a compra das vacinas, as testagens, a aplicação, recusando ofertas da Pfizer, brigando com os chineses numa contenda digna da 5ª série, reduzindo o valor, o alcance e adiando o Auxílio Emergencial – ele está torturando a população com todas essas medidas (ou ausência de medidas e resoluções…) e SABE disso.

 



Nesse entretempo as contaminações ocorrem na velocidade da luz, o vírus se metamorfoseia, as UTIs e hospitais lotam (e os médicos têm a difícil e desumana missão de escolher quem terá ou não algum atendimento e esperança de cura) e as pessoas morrem.

O “não posso fazer nada” dele já é o programa institucional de que o vírus fará tudo por ele. O empregado ideal: faz todo o serviço de graça!

Tudo o que ele precisa fazer – e tem feito muito bem, aliás –  é “lavar as mãos” e jogar a responsabilidade e a “culpa” nos outros (o clássico é “E o PT? A culpa é do Lula!” etc): principalmente os governadores que tomaram a iniciativa de comprar as vacinas, recomendar o uso de máscaras, adotar medidas de distanciamento social, pôr em prática o lockdown e imunizar o mais depressa a população.


Bolsonaro “trabalhando” em seus anos de Congresso
 
E, convenhamos, se tem uma coisa em que Bolsonaro se especializou – além de matar, como gosta de dizer – em seus 30 anos de mamatas à sombra da República enquanto era apenas um bravateador barato do Baixo Clero do Congresso é isso: não fazer absolutamente NADA.
 
Sim, Bolsonaro veio para “acabar com tudo issaê, talquêi?“. É exatamente o que ele está operando por sua inação e demência. O que você – eleitor arrependido! – não esperava era que “tudo issaê” também incluiria você, sua família, sua empregabilidade, seu sistema de saúde, seu custo de vida, sua educação, sua ciência, etc, seu presente e sua possibilidade de futuro.


 

Está mais do que na hora de acabar com esse espetáculo da morte – precisamos da Morte do Espetáculo e com ela a prisão imediata de Bolsonaro e seus asseclas, de toda essa gangue de milicianos que se apoderaram dos instrumentos da democracia para corroê-la por dentro e transformar a vida cotidiana do brasileiro num pesadelo asfixiante.
 
Ou Bolsonaro é impedido – junto com todos os seus gangsteres-ministros ou ministros-gangsteres, como diria o saudoso poeta Roberto Piva – ou o Brasil vai virar uma cova aberta, um playground do vírus.


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