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A guerrilha de Banksy estaria próxima do fim?

Banksy quote graffiti If You Want to Achieve Greatness stop asking for  permission" Poster by iresist | Redbubble
“Se você quer alcançar a grandeza pare de pedir permissão!” (Banksy)


O argumento de autoridade é um dos fetiches que ressoam com ampla e quase indiscutível aceitação por parte do público na cultura de massa. Quando um artista, um intelectual, um estadista, um estudioso, um líder religioso ou alguém que representa uma ampla comunidade se expressa e assina um texto ou declaração tendemos quase que automaticamente a acatá-la ou apreciá-la, a despeito de posteriores discussões.

O emprego do desvio – que já existe em autores como Conde de Lautréamont na segunda metade do século XXI e se solidificou enquanto método criativo com a Internacional Situacionista durante os anos 50 até início dos 70 – tornou-se pretexto para múltiplas interações, desdobramentos e recriações de temas e obras já presentes em nossa cultura.

Explico: o desvio de que falo aqui é a extração de um fragmento de uma obra pré-existente ou a manipulação da informação contida em algum produto em um contexto radicalmente outro, diverso do original. Às vezes até substituindo palavras, expressões ou modificando a autoria, ampliando-se assim o escopo criativo original. Em sua obra Poesias, Isidore Ducasse – a enigmática pessoa real por trás do Conde de Lautréamont – havia escrito que “a poesia deve ser feita por todos”, e sua própria obra é a reunião de pequenos recortes e desvios operados por Ducasse no qual ele invertia o sentido das proposições originais. Ou seja, embora ele tenha sido o indivíduo que catalogou aquilo suas fontes foram várias: todos aqueles escolhidos, de algum modo, construíram aquela obra. Guy Debord, um dos líderes da aventura situacionista de quem já tratamos neste blog, escreveu seu tratado clássico A Sociedade do Espetáculo utilizando-se do método ducassiano e pinçando e invertendo obras de autores como os filósofos alemães Hegel, Feuerbach, Marx e outros. Boa parte dos grafites mais divertidos e radicais que surgiram durante o maio de 68 francês vieram, por sua vez, de inspiração situacionista.

Dessa forma, o público também é convidado a se tornar não só parte da obra, mas recriadora da mesma. E, claro, acrescentar elementos próprios de sua percepção, vivência e visão de mundo com o contágio muito bem-vindo das contingências históricas.

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O artista de rua do grafite Banksy – conhecido por suas intervenções, “vandalismos” e desvios bem-humorados e cuja anonimidade o coloca no status de mito no mundo artístico – vem colecionando controvérsias e virando de pernas para o ar o mundo das artes. Ele também é um desses espíritos inquietos e criativos que se utiliza ilimitadamente – e por que não “ilicitamente”? – dos desvios como uma operação de criação subversiva, bem como, ironicamente, o apagamento dos traços da “autoria”. O que, veremos mais adiante, também tem suas polêmicas e cobra seu preço.

Banksy conseguiu levar a arte de rua e a instalação no meio urbano a outro nível e com isso – embora tentasse fugir do sistema da arte e sua contínua busca de apropriação e comodificação – borrou os limites entre a galeria de arte e a rua: ao mesmo tempo em que conseguiu “validar” esteticamente o que muitos tomariam por vandalismo e “agressão ao patrimônio” por parte do público, dos marchands e críticos, levou interessantes provocações e questões sociais e políticas por meio de intervenções visuais ao alcance das pessoas comuns. E não só isso: estimulou o público a se apropriar e utilizar-se de suas próprias expressões, tal como preconizava Lautréamont e os situacionistas. E não demorou para imagens parecidas feitas em estêncil surgirem em lugares tão diversos quase que instantaneamente.

E claro, à medida que suas ações foram se espalhando, as autoridades – que não conseguiam controlá-lo ou identificá-lo, justamente por seu anonimato – passaram a se pronunciar e emitir suas opiniões a respeito.

Mesmo assim – usando a boa lógica da subversão em que mesmo uma crítica ou advertência podem soar como “elogio” por acabar revelando aquilo que se tentou esconder – ele conseguiu extrair diversos argumentos de autoridade que conseguiu usar em proveito próprio.

Para ilustrar a contracapa de um de seus livros mais conhecidos, Guerra e Spray, o artista utilizou a resposta que a porta-voz da Polícia Metropolitana de Londres enviou ao seu pedido por uma declaração oficial: “Não há a menor chance de você conseguir uma declaração nossa para usar na capa do seu livro.” Bingo!

 

Num jogo de desapropriação e reapropriação que segue a lógica desviante, Banksy também fez isso aqui:

Banksy x Picasso. | Maï rendez-vous
Os maus artistas imitam, os grandes artistas roubam.” (Pablo Picasso – Banksy)


Nesta linha argumentativa de provocação criativa que embaralha o universo da fonte cultural, da autoridade e do conteúdo, segue outro exemplo:            

 

Banksy 'Quotes' Plato in His 8th Work in New York City
Eu tenho uma teoria de que você pode fazer qualquer frase parecer profunda escrevendo o nome de um filósofo morto ao fim dela.” (Platão)

 

Consigo imaginar as boas risadas garantidas em todas essas intervenções!

Quando começou sua carreira na street art em Bristol no final dos anos oitenta e começo dos 90, o anônimo Banksy seguiu o filão satírico de outro grande expoente do grafite e aperfeiçoador da técnica do estêncil, Blek le Rat, do qual já falamos antes neste blog. A ideia é que a técnica do estêncil trouxe uma maior agilidade para a ação, uma vez que escrevendo ou desenhando diretamente no muro as chances de ser pego pela polícia ou pelas autoridades seria muito maior.

Por meio dos muros o jovem rebelde que se tornaria Banksy expressou uma visão de mundo que denuncia o jogo social e histórico das mentiras, opressões e injustiças, bem como possibilitou a superação utópica de tais condições. 

Ao colocar como protagonistas de seus grafites ratos, macacos, crianças, soldados e outras personagens, Banksy não quis apenas irritar a sociedade refletindo na cara dela suas próprias hipocrisias e a paixão pelo poder, mas levar o espectador comum a uma outra consciência em que as coisas podem ser ditas, mostradas e, assim, transformadas. Bem como animar as pessoas a pensarem por si próprias inspirando a mudança de perspectiva.

Utilizando-se tanto do spray diretamente na parede e nas ruas quanto objetos ressignificados e manobrados para se tornarem obras plásticas ao alcance das pessoas comuns, Banksy buscou quebrar as paredes da galeria morta para expandir os limites de sua arte para a vida cotidiana e suas dinâmicas. Quer galeria melhor do que as ruas que, como escreveu o novelista norte-americano Henry Miller em sua Primavera Negra, “é onde tudo acontece”, o locus próprio da história viva? 

Suas críticas visuais colocam em questão todas as estruturas e os instituições sobrevalorizadas em nosso modelo civilizatório – igreja, trabalho, capital, tribunal, governo, família, consumismo, guerra, exército, polícia, o mundo das celebridades, a fama, o universo pop, o mundo das artes e etc. 

Acontece que – adepto da liberdade criativa aliada a uma corrosiva crítica – Banksy não se limita a jogar o jogo da arte com os meios institucionais e seus dispositivos. 

Enquanto criador ele não mede esforços para guerrear contra a sociedade ao modo do prankster, pregando peças, criando farsas que buscam desconcertar tanto o público e os críticos quanto as autoridades.

Seus métodos nunca trilharam os caminhos comuns dos batidos clichês, a previsibilidade da normatividade cultural-artística. A respeito das regras e moralidades do mundo artístico em comparação com o mundo real, alerta Banksy que “os maiores crimes do mundo não são cometidos por pessoas quebrando as regras, mas por pessoas seguindo as regras“. 

No mês de agosto de 2005 – um divisor de águas que tornou o seu trabalho internacionalmente conhecido – ele foi até a Cisjordânia onde pintou uma série de intervenções visuais no muro da Palestina com imagens pacifistas de crianças observando uma rachadura no muro que revelava uma praia, outra criança segurando um balão e flutuando para sair do espaço muralizado. A irracionalidade do conflito e o ódio histórico entre os países sendo questionados e superados na utopia pintada na parede. O convite é para olhar para além dos muros, derrubá-los primeiro em nossas cabeças e corações, e assim ensejarmos o desejo de uma vida humana mais plena.

(Ação essa que apesar de bem recebida por uma parte da crítica, por outra – principalmente dos moradores locais – foi vista como a tentativa de “embelezar” algo em si mesmo odioso para eles: o muro.)

Em outra ação, ele se infiltrou em museus conhecidos e pregou telas suas nas paredes ao lado do acervo presente em cada espaço. Dentre eles: uma versão adulterada da Monalisa e uma sátira ao consumismo talhada em pedra como se fosse uma peça neolítica resgatada de alguma expedição arqueológica – que foi tão bem realizada que demorou cerca de três semanas para ser “encontrada”.    

Em 2006 o trickster substituiu em 42 lojas inglesas cds lançados pela socialite Paris Hilton por outros com seus próprios remixes (em títulos como “O que foi que eu fiz?”, “Por que sou famosa?”) que tinha como capa uma imagem da Paris com cabeça de cachorro e em falso topless

Numa ação digna de filme de ação, também realizada em 2006, ele entrou como turista na Disneylândia e conseguiu colocar um boneco inflado com um capuz como se fosse um prisioneiro de Guantánamo. O parque de diversões teve que paralisar suas atividades e uma busca foi feita para descobrir quem tinha sido aquele ativista “atrevidinho” – enquanto Banksy conseguiu escapar, o seu parceiro daquela ação foi detido e interrogado numa “salinha”. Verdadeiros momentos de tensão e tortura psicológica.

Também chegou a falsificar cédulas de libras esterlinas com a face da falecida princesa de Gales Lady Di, chegando a confessar que tinha pensado em subir em uma torre e atirar o dinheiro para o público e que já viu gente conseguir passar essas cédulas durante alguns shows em troca de cervejas. Claro que ele sabia que se isso fosse feito de modo amplo ele estaria cometendo crimes pesados.

Tais ações até poderiam parecer invenção ou lenda, se não tivessem sido registradas em vídeo.

 

Em 2010, em sua estreia como diretor cinematografista, chegou a ter seu primeiro filme Exit Through The Gift Store indicado ao Oscar na categoria de Melhor Documentário.

 O filme narra a história de um imigrante francês que vive em Los Angeles de nome Thierry Guetta – um primo distante do artista de rua Space Invader segundo nos diz a história -, viciado em registrar tudo com suas câmeras, que acaba ganhando a confiança do primo e de demais artistas para filmar as ações, intervenções e obras por natureza efêmeras da street art.

Ao entrar naquele universo Guetta, após ter conseguido acessar a “estrela que faltava em seu filme”, o próprio Banksy, sente-se incentivado e ele próprio tornar-se um artista de rua e não apenas isso – sua megalomania e ambição o levam a estruturar uma mostra de arte que se transformar num verdadeiro evento, um “fenômeno” das artes.

Mais uma vez, vemos aqui Banksy fazendo o seu papel de sátiro do mundo artístico, mostrando como pode ser “fácil” chegar lá, principalmente se você tiver muita grana e alguns amigos influentes – Guetta, sem contar ao próprio Banksy do que se tratava e qual era a estrutura de sua mostra, utilizou um comentário do artista anônimo num outdoor publicitário e conseguiu definitivamente a atenção que pretendia conquistar.

Teria sido mais uma piada ou o conteúdo daquele documentário era a denúncia da realidade?  A sátira não seria uma manifestação própria – em seu mal-disfarçado exagero – da própria verdade social?

A verdade é que isso pouco importa, uma vez que consegue mobilizar o espectador àquele lugar onde o conflito entre a realidade e a ilusão o levam ao choque e ao questionamento, bem como ao riso. Mas, um riso que denota uma identificação com a função exercida por Banksy de desmascarar os procedimentos sistêmicos, expô-los no ridículo de sua falcatrua em seu fundo vazio.

Numa série de ações e recentes controvérsias (queremos acreditar que boa parte orquestradas, por que não?), Banksy voltou a tornar-se notícia internacional.

 

Em uma jogada extremamente ousada Banksy destruiu remotamente uma de suas obras originais – a garotinha segurando um balão em formato de coração – logo após a mesma ter sido leiloada por U$ 1,4 milhão. Assim que o martelo foi batido concretizando a venda um pequeno dispositivo de retalhar escondido na moldura do quadro fez em pedaços mais da metade da imagem. E ao invés de desvalorizar, a ação performática remota fez o valor de mercado da obra disparar… além de ter sido rebatizado a própria obra de “Garota com o balão” para “O amor está no lixo”.

Não é dado a todo mundo transformar o ato de destruir uma obra num ato de valorização monetária que reflete um novo tipo de fetichismo que vandaliza suas próprias bases e a própria noção de obra. Vemos a ridicularização da ridicularização em jogo e sendo bem paga por isso.

Na esteira de tais tipos de acontecimentos – como pedaços de reboco de parede com grafites de Banksy sendo leiloados na internet – chegou a aparecer uma peça que continha a seguinte escrita “Não acredito que você vai pagar tanta grana nessa porcaria” – ou algo do tipo – sendo disputada a tapas por colecionadores endinheirados. O próprio Banksy zombou da coisa toda. 

Nos seus primórdios tido como “vândalo”, “terrorista visual” e “depredador do patrimônio” (seja público ou privado) enquanto ainda era um adolescente fugindo da Lei e expressando sua revolta com humor e ácida crítica social, é inegável que Banksy tornou-se uma “sumidade”, um verdadeiro herói quase ao estilo Robin Hood, que as próprias autoridades agora reconhecem e protegem.

Como aconteceu no caso em que, por engano, um funcionário da prefeitura de Bristol, acabou “limpando” – ou, melhor dizendo, destruindo – um mural que Banksy pichara e que seria preservado. (E não sem ironias, uma vez que esses mesmos muros nos quais Banksy de graça presenteia o público agora estão cada vez mais  sendo recortados e convertidos em objetos de consumo vendidos a preços altíssimos no eBay e outros leilões virtuais.)

Ele atingiu um patamar em que tem quase uma espécie de licença ou salvo-conduto para “pichar”, para intervir em muros e ruas. Parece que sua notoriedade tem contribuído para uma certa flexibilização da lei a respeito de tais atividades, ao menos se você for o próprio Banksy, é claro.

E o tal rótulo de “herói” também não vem à toa. 

Recentemente o artista tem feito algumas ações tais como a leilão de um quadro feito à mão intitulado “Game Changer” por U$ 20 milhões para ajudar o sistema britânico de saúde na luta contra a pandemia do Coronavírus. O quadro, em preto e branco, mostra uma criança que deixou no lixo seus antigos bonecos do Batman e do Homem-Aranha e brinca com a boneca de uma super-enfermeira. Uma imagem emocionante que nos apresenta quem são os verdadeiros heróis nesta guerra sem fronteiras que o vírus trava com os seres humanos.   

 

Além disso, no final de agosto do ano passado, o artista financiou um barco de resgate para acolher os migrantes saídos dos conflitos na Líbia e que estavam à deriva no mar Mediterrâneo. Para os detalhes, clique aqui.

O que quer que isso no fundo queira dizer – todo esse reconhecimento e legitimação de um corpo artístico e de uma certa “reputação” – parece agora estar sofrendo um novo tipo de ameaça.

E essa ameaça requenta a questão intrigante que permeia a lenda do artista e busca estabelecer, de “uma vez por todas”, uma resposta para ela: quem, afinal, é Banksy?

O que é, afinal, mais uma ironia, porque agora Banksy está sendo convocado a vir a público e revelar-se para garantir a dita “autenticidade” da autoria de quatro de suas obras. Acontece que ele – que disponibilizou sua arte para o grande público tomar e fazer uso – se irritou com uma empresa que pegou suas imagens e começou a usar para imprimir cartões. E parece que houve o acionamento da justiça por parte de sua equipe para fazer com que a tal empresa não utilizasse mais a imagem de suas obras.

A justiça, então, para validar a “autoria” tem exigido que o próprio Banksy se apresente pessoalmente para reclamar os seus direitos autorais e proibir a reprodução de suas obras. O próprio sistema jurídico agora, imbrincado no artístico, tenta enroscar o enigmático artista e o forçar a dar as caras.  

Parece que o mundo da arte “cansou-se” dessa estimulante brincadeira de gato-e-rato atrás do responsável pela Dismaland (uma espécie de parque temático macabro e distópico para anarquistas em começo de carreira) e das já “clássicas” imagens do block-block atirando flores ao invés de um coquetel molotov, dos personagens assassinos de Pulp Fiction apontando bananas ao invés de pistolas e da Mona Lisa empunhando um lança-chamas.

Afinal, qual será a próxima jogada de Banksky a respeito disso? 

Não acredito que ele venha a público e saia do seu bem-sucedido jogo, de sua guerrilha particular que tem lhe trazido tantos dividendos e até dobrado certas autoridades. A ironia serve bem… mas, o artista sabe que também sem meios não há como se realizar coisas grandes e impactantes.

Certamente ele sabe que seu anonimato – um dos segredos mais bem-guardados do mundo da arte, ou quase… o incidente com o DJ Goldie num podcast conta como um deslize ou foi um ponto intencionalmente tecido pelos envolvidos? – é um dos trunfos que o protege inclusive contra sanções legais que poderia sofrer por algumas de suas ousadias artísticas rebeldes e suas ironias por vezes sutis, por vezes abertamente confrontadoras. 

Não que isso seja assegurado necessariamente, mas a identificação do indivíduo concreto por trás da assinatura Banksy poderia desfavorecer o elemento surpresa e a imprevisibilidade que marcam os métodos de suas ações e atividades artísticas mais perturbadoras, como comentamos anteriormente. Caso o mundo soubesse quem ele é a vigilância em cima – e portanto, algum nível de censura e potencial autocensura – poderia  colocar em cheque e arrefecer o estímulo a subverter que o tornou tão magistral e notório. 

Qual seria o impacto dessa ação – a revelação do “grande mistério” envolvendo “quem é, ou quem são, Banksy?” – no mundo da arte? Fica o questionamento. 

Uma questão que, para mim, soa como – quem é que está por trás daqueles globos oculares com chapéu conhecido como The Residents?  

Uma curiosidade que no fundo não tem muita importância diante do foco na mensagem, no conteúdo, na arte e não no “emissor” é o que parece querer ser demonstrado. 

Principalmente em uma sociedade e dentro de uma cultura totalmente colonizada pelo narcisismo no qual a batalha dos egos tem apodrecido totalmente o fazer artístico e a beleza de seu poder transformador da vida. 

E não é de hoje que nossa sociedade e nossa cultura – que tanto adora “argumento de autoridade” como falei no início de desse texto – adora também as narrativas a respeito de justiceiros e certos charmosos foras-da-lei… mesmo que, no fundo, os tais justiceiros também se beneficiem – e como! – com a justiça poética de seus atos sem rastros.


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